A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/10/2019
A teoria malthusiana, criada pelo economista britânico, Thomas Malthus previa que a quantidade de comida não acompanharia a de pessoas e que em certo momento isso causaria uma crise. Malthus errou em sua previsão ,pois não levou em consideração o aprimoramento da técnica na produção de alimentos. No entanto, se aplicarmos sua ideia à mobilidade urbana ela se torna válida : em breve, o espaço disponível não será o suficiente para a quantidade de carros. Por isso, é necessário a discussão sobre o tema.
Uma das origens do problema é, certamente, a cultura brasileira diante dos carros. Por muito tempo, esse meio de transporte foi de uso exclusivo dos mais ricos, por conta do seu alto custo. Em contrapartida, os veículos públicos se tornaram sinônimo de classes menos abastadas. Como consequência disso, no imaginário coletivo os automotores se tornaram verdadeiros sonhos de consumo, pois representavam a ascensão social do indivíduo. nas últimas décadas, com o crescimento da classe média e o barateamento dos carros esse sonho pode se tornar realidade para muitos, e acabou culminando também na superlotação das vias.
Mas, não só disso se nutre o problema. A violência urbana também tem papel de destaque no aumento do número de veículos nas ruas. No Brasil, andar a pé, caminhar até a estação de metrô ou esperar nos pontos de ônibus, em determinados locais, são tarefas perigosas. Os números crescente de assaltos, roubos e estupros comprovam esse fato. Por conta disso, muitos são obrigados a adquirir um carro para poderem exercer seu direito de ir e vir com segurança.
Diante do apresentado, nota-se que a crise da mobilidade urbana se dá muito por questões culturais e sociais do país. Resolvê-las, portanto, leva tempo e planejamento. Contudo, no intuito de mitigar os problemas mais graves o estado deve urgentemente ampliar as faixas exclusivas para ônibus, além de ampliar as faixas de metrô onde for possível. É preciso também melhorar o policiamento nas ruas, estações e pontos de espera para que as pessoas se sintam segurar ao utilizar o transporte público.