A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/10/2019
O crescimento desordenado das grandes metrópoles desorganizou a maneira com que as pessoas se deslocam, uma vez que o transporte público, por consequência da má gestão pública, torna-se um meio de transporte decadente, bem como a heterogeneidade da sociedade brasileira corrobora a falta de iniciativa e subverte valores éticos, colapsando assim, a mobilidade urbana.
Primeiramente, nota-se um alto índice de descontentamento com o serviço público de transporte. Como o visto no ano de 2013, cidadãos brasilienses, utilizaram-se do aumento de 20 centavos das passagens de ônibus, um gatilho para expressarem sua indignação. Não obstante, os veículos ainda se encontram sucateados, sem a devida manutenção, ademais a falta de segurança nos vagões, relatada por diversas mulheres que sofreram assédio à caminho de suas labutas diárias, comprovam a decadência do meio público de transporte e a crise da mobilidade urbana. Ao mesmo tempo, nota-se que há uma substancial dose de individualismo entre os cidadãos. De modo que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE, entre 2014 à 2015, foi atestado que a quantidade de motoristas que apoiam o transporte cicloviário reduziu em 28%. Atestando o incômodo sofrido pelos motoristas, que antes tinham as ruas prioritariamente destinadas aos seus carros, e agora fomentam o caráter egoísta, o que danifica as relações de trânsito e como consequência da falta de união, desencadeia-se a não iniciativa.
Conclui-se que o problema da mobilidade urbana nas cidades brasileiras envolve a gestão dos transportes públicos, que deve ser feita de maneira inovadora. As Secretarias de Transporte municipais devem realizar um questionário de satisfação entre os usuários para que possam incisivamente, reformar os vagões e implantar agentes de segurança nestes, além disso, também ampliar as ciclovias nas ruas e incentivar os motoristas, através de descontos na compra de combustível por quilômetro andado de bicicleta, a aderirem ao transporte cicloviário.