A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/10/2019
O Brasil perdurou durante séculos como um país majoritariamente agrário, porém em meados do século XX esse quadro mudou. O êxodo rural brasileiro foi tardio porém muito acelerado, em um período de 50 anos a população passou de quase totalmente agrária para praticamente toda urbana. Com o crescimento desenfreado das cidades, uma série de problemas surgiram, entre eles, o problema do trânsito e da mobilidade Urbana. Esses problemas se devem, principalmente, pelas condições precárias no qual se encontram o sistema de transporte público e pela escolha errada de governos anteriores optando pelo sistema rodoviário em detrimento do sistema ferroviário.
Durante todo o período cafeeiro, datado principalmente durante o século XIX e inicio do século XX, houve uma grande preocupação do governo federal em aumentar o escoamento da commoditie - que sempre visou o abastecimento do mercado externo - e portanto, existiu um incentivo para a construção de ferrovias. Um dos nomes mais conhecidos do período foi o Barão de Mauá, que construiu quilômetros de estradas de ferro por todo o país. Porém, durante o período populista-desenvolvimentista do Brasil esse quadro mudou, o governo federal decidiu substituir as ferrovias pelo sistema rodoviário. Dessa maneira, houve um crescimento natural do número de veículos particulares e uma baixa tendência cultural de inserir o transporte coletivo na vida da população, refletindo nos dias atuais no crescimento do número de carros e caminhões, dificultando a mobilidade urbana nas estradas e consequentemente dentro de grandes centros.
Além disso, outro problema assola o país: A precariedade do transporte público. Com o crescimento desenfreado das cidades Brasileiras devido a industrialização, faltou por parte dos governos municipais um programa de desenvolvimento planejado das cidades. Por exemplo, a maior parte da população mora muito longe do centro das cidades, sendo obrigada a se deslocar todos os dias para os centros onde trabalham. Com isso, existe dentro das cidades brasileiras um enorme deslocamento de pessoas por dia, os chamados “período de pico”. Acompanhando o problema, o transporte público é precário, caro e problemático. Dessa forma, a população prefere adquirir transportes pessoais que dificultam o Trânsito nas cidades.
Por fim, fica evidente que há um problema na estrutura do trânsito brasileiro. Sendo assim, cabe ao governo federal em conjunto com os governos municipais realizarem incentivos para a construção de ferrovias e metrôs nas grandes cidades além de um maior investimento no transporte público rodoviário. Para que assim, o direito inalienável de ir e vir seja respeitado como consta na nossa constituição.