A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/10/2019
Juscelino Kubitschek, quando governou o Brasil, deixou um importante legado quanto à mobilidade urbana: criou rodovias pelo território brasileiro. Essa conduta, no entanto, apesar de demonstrar avanços na política governamental de JK, é hoje a principal motivação para o desgaste da mobilidade urbana no país.
Decerto, é necessário salientar a ineficiência do transporte público como responsável pela dificuldade da circulação de pessoas, veículos e serviços. Percebe-se que houve um aumento populacional em determinadas regiões, caracterizando a Macrocefalia Urbana e corroborando para a superlotação dos modais coletivos de transporte e o consequente desejo individual de adquirir um veículo próprio.
Nessa perspectiva, o carrocentrismo assume o protagonismo de um cenário onde o modal coletivo não supera sua demanda. Tendo isso em vista, é possível mencionar a influência da cultura sobre o consumo individual, como as músicas de Roberto Carlos que, na vanguarda brasileira, enalteciam a satisfação do carro próprio. Em contrapartida, veículos automotores são responsáveis por danos, como os acidentes fatais que matam mais de 40 mil por ano, de acordo com a Folha de SP.
A crise nos modais de deslocamento, portanto, evidencia a via de mão dupla entre os benefícios do coletivo e os malefícios dos automotores individuais. Logo, é necessário que o Governo melhore o deslocamento de indivíduos, viabilizando novas frotas de coletivos e invista em transporte hidroviário, aproveitando a localização de áreas aquíferas. Para isso, as esferas governamentais devem fazer parcerias com a iniciativa privada para tornar o coletivo mais eficiente e assim extinguir o protagonismo do carrocentrismo.