A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/10/2019
Um trem igual a 1600 carros
A política desenvolvimentista, adotada pelo presidente Juscelino Kubitschek, incentivou o crescimento desordenado da indústria automotiva, causando graves problemas na mobilidade urbana, haja vista que hoje as grande cidades sofrem com o excesso de carros e de poluição. Diante disso, cabe analisar causas, efeitos e soluções dessa problemática.
Em primeiro lugar, a principal característica do problema é o engrandecimento do transporte individual em detrimento do transporte público, típico da política de Juscelino Kubitschek. Ocorre que, apenas 1 ônibus comum poderia substituir até 30 carros, em 1 trem cabem até 1.600 pessoas, no entanto estes transportes sofrem de superlotação e além disso circulam em estado precário pela cidade, principalmente por falta de investimento público.
Ademais, trata-se também de uma a questão ambiental, já que entre os anos de 2002 e 2012, segundo dados do Observatório das Metrópoles, o número de veículos registrou um aumento de 138%, e o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição. O que resulta em interferências nos problemas naturais e climáticos e também nas próprias cidades, a exemplo do aumento das ilhas de calor, que é basicamente a elevação da temperatura média de uma região urbanizada.
Levando em conta a necessidade urgente de medidas para contornar esse cenário, é fundamental que as Secretárias de Transporte Metropolitano de cada estado atuem para a diversificação dos modais de transportes urbanos, ampliando o investimento em ônibus e metros, fazendo uma extensão de ciclocias, e implementando barcas em locais viáveis. Além disso, os governos estaduais devem aumentar a área verde de seu distrito com uma campanha pública de reservar espaços para plantar árvores e assim o dióxido de carbono produzido pelos automóveis seja absorvido pelas árvores, de forma a ajudar o meio ambiente se equilibrar. Desta maneira, o Brasil estará em rumo a uma mobilidade adequada e próspera.