A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 17/11/2021

Após a queda do feudalismo, no século XII, surgiu um modelo político-econômico denominado capitalismo - que permanece em vigência no Brasil. Tal sistema visa a acumulação de riquezas e a propriedade privada dos meios de produção, isso faz com que a camada do proletariado venda - por valores baixos - sua força de trabalho, devido à concorrência e a necessidade de se empregar para obter suas necessidades básicas. Entretanto, analisando o cenário atual, infere-se que esse modo de produção é vantajoso apenas para o patrão, os fazendo subverter ao atual meio e buscar outras formas de obter capital, contribuindo para o aumento do empreendedorismo e do desenvolvimento local.

Primordialmente, é necessário destacar como o sistema econômico vigente influencia na necessidade de ampliar a iniciativa empreendedora. Conforme Karl Marx, sociólogo alemão, a base do capitalismo é a mais-valia. Esse conceito cunhado pelo estudioso está relacionado a diferença entre o valor final da mercadoria produzida e a soma do valor dos meios de produção e do valor do trabalho, logo, verificou-se a disparidade entre esses dados e a grande quantidade de capital retida pelo dono dos meios de produção. Dessa forma, diante da dificuldade em mudar a mentalidade dos patrões e reduzir o lucro recebido por eles, os empregados passaram a desejar ocupar o lugar de chefe, através da criação de sua própria empresa.

Em segunda análise, vale destacar como a conjuntura atual da nação verde-amarela impulsionou a prática do empreendedorismo. A Nação Tupiniquim enfrenta uma crise econômica desde 2014, o PIB está em declínio e a pandemia do coronavírus em andamento agravou a situação. De acordo com matéria do jornal O Globo, mais de 13 milhões de brasileiros encontram-se desempregados e devido à isso, cresce o número de pequenos negócios. Frente a falta de vagas de trabalho - mesmo com qualificação técnica ou universidade - a alternativa encontrada por milhões de brasileiros é iniciar o próprio negócio, ainda que de forma precária, visando renda mínima e crescimento do negócio no futuro, recebendo apoio inicialmente de sua comunidade local, valorizando a área.

Diante dos fatos supracitados, com a finalidade de contribuir com o empreendedorismo e com o desenvolvimento local provocado por ele, o Ministério da Educação - aliado a BNCC, deve educar os jovens acerca dessa temática. Isso pode ser feito por meio da criação de uma disciplina na grade curricular das escolas que ensine melhores opções para começar e áreas de grande adesão mercadológica, com a participação de empresários já estáveis em seus respectivos ramos que possam compartilhar sua trajetória. Com a adoção dessas medidas, a sociedade poderá se tornar mais livre - com o abandono da submissão ao chefe e capaz de realizar autogestão de suas finanças.