A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 16/11/2021
Durante o segundo trimestre de 2021, o Brasil registrou 14,4 milhões de desempregados de acordo com o IBGE- Instituto De Geografia e Estatística. Nesse cenário, percebe-se a urgente necessidade de investimento em empreendedorismo no país, uma vez que, de acordo com o IBGE, os pequenos negócios são os responsáveis por empregarem mais da metade dos trabalhadores do país. Nesse sentido, cabe perceber a escassez de políticas públicas que visem o empreendedorismo e ao negativo reconhecimento social dada aos donos de empresas como entraves à problemática.
Sobre o assunto, torna-se válido destacar os objetivos república federativa do Brasil, evidenciados na constituição brasileira, de garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. Sob essa ótica, cabe percebe que, apesar de exposto na carta magna, o país é carente de politicas públicas voltadas para o desenvolvimento do empreendedorismo. Isto é, há escassez de políticas públicas de capacitação para empreender, a maioria da população não possui tampouco educação financeira. Dessa forma, concerne ao país seguir o exemplo de países, como a Irlanda, no qual matérias sobre empreendedorismo esta inserida na sua grade curricular desde o ensino fundamental.
Além disso, vale perceber a visão social de explorador dada aos donos de empresas de forma a prejudicar o interesse das pessoas no ramo. Durante a Primeira Revolução Industrial, o pensador Karl Marx desenvolveu o pensamento de luta de classes, no qual o proletariado deveria se opor aos donos das empresas que exploravam sua força de trabalho. Nesse contexto, promoveu-se tal visão errônea de vilão dada aos proprietários de empresa, no lugar de se perceber essa figura de maneira mais fidedigna, que é a de gerador de emprego e qualidade de vida para as pessoas, ampliador de oportunidades, alternativas e de possibilidades para a população local.
Tornam-se evidentes, portanto, os entraves referentes ao avanço do empreendedorismo para o desenvolvimento local. Logo, concerne ao Ministério da Economia em parceria com o Ministério da Educação o incremento de políticas públicas que visem a capacitação dos cidadãos para o empreendedorismo, por meio do incremento na grade curricular de matérias como educação financeira, educação emocional e pequeno empreendedor, desde o ensino fundamental, a fim de propiciar que mais cidadãos sigam esse ramo e então permitir um maior desenvolvimento das cidades e uma maior geração de empregos. Ademais, a mídia deve desmistificar esse reconhecimento social sobre os donos de empresas, resinificando esse personagem histórico muito importante para o desenvolvimento do país.