A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 07/11/2021

Conforme definição elaborada pelo Sebrae, o empreendedorismo em teoria, tem como base a capacidade de identificar problemas e propô-los soluções inovadoras no mundo dos negócios que promova impactos à sociedade. No entanto, para além do verbete, essa utopia sofre pressões variadas que pode gerar deflexões na finalidade idealista desse movimento em cada localidade. Sob essa perspectiva, é de suma importãncia analisar as consequências positivas e negativas do empreendedorismo nos lugares do Brasil.

Sendo assim, é relevante ressaltar que ao movimentar o comércio, as chanses de melhoria das condições de vida dos cidadãos tende a melhorar notoriamente. Como exemplo, a animação “Klaus” encena a história do carteiro Jhesper que ao chegar em uma ilha isolada onde ninguém mandava carta,  junto com seu novo amigo Klaus, empreendem um dos negócios que na atualidade mais movimenta o capitalismo: a presenteação no Natal. Sobretudo, mesmo que ficcionalmente, é um retrato da realidade de pessoas que começaram a interagir devido a novos empregos e serviços/produtos que são gerados. Em detrimento disso, o engajamento das pessoas se difunde com mais facilidade nessas condições, gerando aculturamento e renda, assim como no filme.

No entanto, nem sempre os impactos são positivos, pode-se destacar também, uma irresponsabilidade baseada no comportamento ganancioso de empreendedores que a importância do ganho sobressai todas as outras preocupações. Nesse sentido, o pensador indígena Ailton Krenak em sua obra “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, relata a história de uma montanha -considerada parente de indígenas- que foi desreipeitosamente ocupada por um parque de diverssões para gerar renda á região. Logo, a notória desconsideração da importância dada à população nativa, tornou o ato da construção um regresso ao desenvolvimento. Porquanto, mesmo trazendo maior movimento financeiro, o empreendimento não proporcionou melhoria aos moradores locais, deixou-os de luto e revoltados, sentimento que o autor do livro demostra ter.

Desse modo, visando o bem-estar social de cada região, é necessário que o Ministério da economia, delimite ações desse setor, com diretrizes de controle bem específicas, oferecendo então, acompanhamento profissional de qualidade que além de fiscalizar atitudes nocivas, instrua-os sobre a melhor maneira de sustentar um negócio conciente. Espera-se, com isso, evitar que atitudes trágicas aconteçam, e o empreendedorismo seja genial não só em definição, mas também na realidade.