A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 29/05/2021

Na Baixa Idade Média, o reavivamento das cidades foi condicionado pela expansão de uma pequena classe mercantil. Em paralelo a isso, atualmente, o empreendedorismo é responsável por garantir um maior dinamismo nas relações urbanas, pois, ao mesmo tempo em que é gerador de empregos, abastece a população. O que existe no entanto, é um meio em que o pequeno empreendedor tem dificuldade em iniciar seu negócio e, como consequência disso, há um declínio das oportunidades que empreender ofereceria ao âmbito local.

Em primeiro plano, é necessário salientar os percalços pelos quais passa o empreendedor a fim de montar sua empresa. Após sua eleição, em 2018, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro defendeu uma desburocratização dos processos referentes à criação de uma empresa. Contrário a seu discurso, entretanto, a situação do empresário brasileiro permaneceu a mesma, já que, além da extensa carga tributária advinda com o início de um negócio e a manutenção desse, ele ainda tem que lidar com os longos processos para regularizar seu empreendimento. Esse panorama é, desse modo, um imenso entrave aos fornecedores de serviços, principalmente o pequeno negociante, que, além de ter que esperar meses para registrar seu empreendimento, vê-se desamparado pelas grandes somas subtraídas de suas já escassas reservas.

Esse cenário, por sua vez, mina as possibilidades advindas da difusão do empreendedorismo. Segundo pesquisas do Banco Central com 125 países entre os anos de 2008 e 2013, nações com uma maior atividade empreendedora possuem um maior PIB per capita, diminuem os níveis de desemprego e aumentam o número de patentes. Isso mostra a essencialidade da prática, pois, concomitante à potencialização econômica, o empreendedorismo garante renda não apenas para o empreendedor, mas também aos seus funcionários, e, ademais, estimula a inovação pela competitividade. Dessa forma, um desestímulo aos novos empreendimentos produz um ciclo vicioso que, além de cercear parte do PIB de um país pela diminuição do mercado consumidor, relega essa nação à estagnação tecnológica e produtiva.

É inegável, portanto, como tal prática essencial à prosperidade de uma nação é prejudicada pelo aparato legislativo e tributário e como isso põe em risco a prosperidade econômica de um país. Desse modo, é mister que o Ministério da Economia, junto a órgãos de apoio, como o Sebrae, estimule o empreendedorismo no país por meio de subsídios disponibilizados a empreendedores iniciantes, para, dessa forma, estimulá-los nos primeiros anos de sua carreira e incentivar outros a empreender. Desse modo, poder-se-á garantir que haverá um afloramento econômico como no medievo.