A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 28/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê no artigo 6, o direito a educação e no 146 o apoio a microempreendedores como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, ao analisar a contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local, percebe-se que, na realidade, os ideais da Carta Magna não são cumpridos. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de investimento governamental, quanto da falta de educação empreendedora. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é inevitável pontuar que o problema deriva da baixa atenção dada pelo Estado, no que concerne a políticas governamentais de apoio aos pequenos empresários. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “O Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido ao descaso das autoridades, o cidadão enfrenta dificuldades para iniciar seu negócio, uma vez que falta estudo de mercado, instruções de gestão e assistência monetária àqueles que não tem um capital inicial. Desse modo, é imprescindível que o governo tome providências para mudar o quadro atual, visto que os empreendimentos contribuem para o desenvolvimento socioeconômico da região.

Ademais, é imperativo ressaltar que a escassez de conhecimento sobre abrir um negócio, também é vista como um promotor do problema. De acordo com o mais recente relatório do Monitor Global de Empreendedorismo, o Brasil ocupa a posição 56 em uma lista de 65 países quando se trata do ensino empreendedor. Em suma, a nação brasileira não tem uma estrutura bem definida de como educar e moldar a população em prol do crescimento de suas empresas, dado que desde a pré-escola não existe um incentivo a conhecer e movimentar esse setor. Logo, é indispensável que as autoridades tomem providências para corrigir essa inconformidade constitucional, já que sem o mínimo de experiência é quase impossível prosperar nos projetos.

Fica claro, portanto, que atitudes são essenciais para conter o avanço da problemática na democracia brasileira. Dessa forma, com o intuito de reduzir os impasses abordados, necessita-se, imediatamente, que o Ministério da Educação, órgão supremo responsável pelo ensino, crie nas escolas uma disciplina sobre empreendedorismo, por meio de microempresários bem-sucedidos, com a intenção de dar acesso ao conhecimento de como funciona um negócio. Além disso, fica por responsabilidade do Ministério da Economia a liberação de financiamento com juros baixo aos que necessitarem de um capital para começar, com o propósito de fomentar o setor. Somente assim, será possível cumprir com justiça os direitos estabelecidos pela Constituição.