A contribuição da miscigenação para a identidade cultural brasileira

Enviada em 21/08/2024

A miscigenação do Brasil iniciou-se no século quinze com a vinda dos portugueses para o processo de colonização. Sendo assim, os povos nativos, os europeus e os africanos trazidos por eles começaram a trocar costumes e se relacionarem entre si formando uma diversidade étnica. No entanto, o pensamento eurocentrista que retaliava as culturas alheias e proibia a manifestações delas contribuiu para o surgimento do racismo estrutural. Isto é, houve um preconceito por parte da população da época com os outros povos e isso fez com que eles não recebessem o devido reconhecimento na história do Brasil. Logo, fez-se necessário a intervenção na educação para mostrar a grande importância e influência dos povos indígenas e africanos na cultura brasileira.

Nesse sentido, foi criada uma lei em 2010, pelo atual presidente Lula, que visava dar mais visibilidade a esses povos através da educação. Ou seja, o Governo Federal juntamente à BNCC, Base Nacional Comum Curricular, documento responsável pelo currículo escolar, criaram planos de aula que tinham como intuito informar melhor e mostrar a importância dos povos africanos na cultura brasileira. Além disso houve a criação do Dia do Índio nas escolas com o mesmo propósito, reparar as retaliações sofridas por eles ao longo dos anos e mostrar a importância de ambos na formação da cultura e do povo brasileiro.

Ademais, a influência desses povos é nítida no dia a dia dos brasileiros em áreas como a religião, a culinária, a fala e no modo de se vestir. Há exemplos o Catolicismo trazido pelos portugueses, a Feijoada criada pelos africanos e o hábito de dormir em redes herdado dos indígenas. Assim sendo, não só os costumes, mas suas características fenotípicas se misturaram dando origem à miscigenação étnica e a criação do termo Pardo para classificar as pessoas que tinham mais de uma ascendência que, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, contabiliza essa parcela da população como quase 50% da sociedade brasileira.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação, além das propostas citadas a cima, por meio de políticas de informação sobre as culturas indígenas e africanas, crie projetos sociais que visem reparar a invisibilidade desses povos na construção identitária cultural brasileira.