A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 09/04/2022
As cirurgias plásticas ainda são muito recorrentes no seculo XXI, apesar dos riscos a saúde, mulheres em busca do ‘‘corpo ideal’’ se submetem a procedimentos estéticos que, vem sofrendo uma extrema banalização, diante de que muitas pessoas que se rotulam ‘‘médicos’’ realizam tais procedimentos sem autorização ou até mesmo sem os equipamentos e medicamentos necessários, colocando assim em risco a vida da paciente.
Ressalta-se que no Brasil há uma enorme falta de conhecimento pela parte do paciente que, ao se deparar com médicos de preços acessíveis optam por realizar seus procedimentos com eles, negligenciando assim, a própria saúde. Em 2021 foi relatado o caso de um paciente que após realizar uma abdominoplastia -procedimento cirúrgico para remoção de gordura e pele em excesso no abdomên- e uma lipoaspiração, ficou internado por 12 dias, pois seu laudo médico apontava necrose na parte inferior do abdomên e inicio de uma infecção generalizada.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica [SBCP], em 2019, foram realizadas 1,7 milhões de cirurgias, sendo que 60% para fins estéticos. Boa parte da influêcia de tais operações provém das mídias socias que obtem grande persuassão sob as pessoas, as quais são levadas pela propagação de postagens enganosas e anúncios de empresas sugerindo tratamentos rápidos, indolores e milagrosos, sem embasamento científico, por pessoas sem qualificação, levando assim a uma problematização desses procedimentos.
Dessa forma, a banalização das cirurgias plásticas vem agravando cada vez mais a saúde, principalmente das mulheres. Nesse âmbito, a mídia juntamento com o Ministério da saúde devem realizar campanhas publicitárias e palestras gratuitas sobre o perigo que tais procedimentos estéticos trazem para a vida das pessoas, fazendo assim com que haja uma melhor formação de ideias com intuito de minimizar tal banalização.