A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 11/03/2022
Desde o início da Terceira Revolução Industrial, em 1950, os meios de comunicação foram cada vez mais aprimorados, o que impacta em toda a sociedade. Nesse sentido, muitas pessoas passaram a ter sua fonte de renda oriunda do trabalho nas redes sociais, ao atuar como criadores e influenciadores de conteúdo no meio digital. Dessa forma, a influência exercida pelos influenciadores e a pressão estética, em sua maior parte feminina, são duas causas para a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea.
Em primeiro lugar, os influenciadores digitais são pessoas pagas, que influenciam na compra de produtos e serviços, e criam a necessidade de ter determinada coisa. Além disso, quando essas pessoas fazem tal procedimento estético, como cirurgias plásticas, e apresentam apenas os lindos resultados, incentivam muitos indivíduos a realizarem também. Assim, é imprescindível que se crie um senso crítico em relação a decisões tão importantes, e que se pense bem nas necessidades de cada um.
Em segundo lugar, a pressão estética que a sociedade exerce nos dias de hoje é causa de muitos procedimentos desnecessários, e também de distúrbios mentais. Segundo dados de 2018 da SBCP, mais de 16% das cirurgias estéticas foram de lipoaspiração. Com base nisso, se reflete o desejo de alcançar os padrões de corpo ideal, em sua maioria naturalmente inalcançáveis, e que podem terminar em tragédia, como foi no caso da morte da modelo Liliane Amorim por complicações de uma “lipo lad”. Dessa maneira, não se pode deixar que algo de razões puramente estéticas, seja motivo de morte na vida de muitas pessoas.
Portanto, com o intuito de diminuir a influência e a pressão exercida sobre, principalmente, a população mais jovem, é necessário a criação de algumas medidas. Logo, o Estado, por meio das redes sociais, deve divulgar alertas sobre os perigos da influência digital e as possíveis complicações que uma cirurgia plástica pode trazer, além de, em parceria com o Ministério da Saúde, promover conversas sobre autoestima com psicólogos, que visam o público geral. Assim sendo, ao atenuar as possíveis causas da problemática, menos pessoas sofrerão as consequências de procedimentos feitos por persuasão da sociedade.