A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 25/02/2022
Ao longo do tempo, foram criados inúmeros padrões de beleza. Antigamente, mulheres com quadris largos eram consideradas mais belas, pois isso vinha a ser um sinônimo de que teriam um bom parto. Atualmente, em nosso país, o corpo feminino considerado bonito deve ser magro e com curvas. Criou-se uma pressão estética, principalmente voltada as mulheres, fazendo com que as mesmas busquem a perfeição a qualquer custo.
Com isso, a banalização das cirurgias plásticas vem se tornando um grande problema. Vemos cada vez mais em redes sociais e nas mídias em geral, blogueiras, atrizes, cantoras, entre outras figuras públicas, realizando procedimentos estéticos e os compartilhando de maneira irresponsável, sem medir as consequências que estarão causando ao seu público.
Afinal, com a romantização e idealização de que é simples realizar uma cirurgia plástica, cada vez mais pessoas buscam essa alternativa para alcançar um corpo considerado por elas como perfeito e curar suas inseguranças. Segundo dados da emissora Rede Globo, em sete meses, nove mulheres morreram em consequência de procedimentos estéticos que não deram certo. Isso sem citar as que ficaram com sequelas, ou até mesmo desenvolveram doenças psicológicas relacionadas a sua autoestima.
Portanto, é necessário que as figuras públicas se conscientizem sobre sua responsabilidade com seus seguidores, os alertem sobre os riscos dos procedimentos estéticos mal feitos, e que até mesmo sejam criadas restrições nas plataformas de mídia, evitando e banindo a abordagem irresponsável desse assunto. Outro ponto interessante são campanhas educativas, elaboradas pelo MEC (Ministério da Educação) sobre os malefícios e riscos das cirurgias plásticas, e atendimentos psicológicos, ofericidos pelo Ministério da Saúde, buscando apoio e tratamento a pessoas que sofrem com inseguranças e problemas de baixa autoestima.