A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 17/08/2021

Ao longo das décadas, a evolução da medicina foi responsável pelo tratamento e cura de muitas doenças que, historicamente, eram danosas e mortais para a sociedade, o que evidencia uma melhora na qualidade de vida mundial. Em contrapatida, no Brasil, esse avanço medicinal aumentou o acesso de psicofármacos aos pacientes que, embora auxiliem na saúde mental, podem ser perigosos caso prescrito de forma irresponsável e banal ás crianças. Desse modo, torna-se urgente analisar e compreender a falta de instrução parental com o comportamento dos filhos como principal causa dessa problemática, bem como o vício precoce dos usuários em remédios como consequêcia direta.

Sob essa óptica, evidencia-se que a incapacidade dos pais de lidar com o comportamento emocional das crianças é o sustentáculo e impulsionador do uso irresponsável de drogas farmacêuticas. Nesse sentido, a ausência de conhecimento dos adultos da vida paternal e maternal cria uma relação desarmonioza entre pais e filhos, pois as crianças - ao demonstrar suas emoções - são mal interpretadas por seus responsáveis, e, por não saberem como lidar com tal maneira de agir, se preocupam e procuram ajuda médica. Assim, paulatinamente, torna-se usual o tratamento medicamentoso errôneo na idade infantil devido á ignorância parental.

Em vista disso, é imprenscidível notar que o consumo de psicofármacos na infância resulta na dependêcia química precoce na vida do paciente. Nesse viés, é válido explicitar que o  período inicial da vida é a base para a formação de uma personalidade e para o desenvolvimento pleno do sistema nervoso, de acordo com a medicina. Porém, quando um medicamento prescrito de forma banal perpassa tal fase, influencia no crescimento da criança negativamente á medida em que seu metabolismo se torna acostumado com o efeito da droga, o que gera o vício e a necessidade de prescrições recorrentes. Assim, a banalização do consumo de psicofármacos é alimentada pela sua dependência gerada nos jovens.

Diante desse fenômeno, urge desbanalizar a prescrição de medicamentos psicológicos na infância.  O Estatuto da Criança e do Adolescente deve criar uma campanha de conscientização, por meio de publicações explicativas nas redes socias do governo. Tais posts devem ser mapas mentais pontuando comportamentos recorrentes na meninez, com alternativas naturais de tratamentos para as crianças que apresentem respectivas ações e, também, alertas para os pais de reais sintomas de alguma doença da mente, diferenciando o comportamento comum do anômolo. Essa implementação deve ter a finalidade de orientar corretamente os pais sobre seus filhos e, consequentemente, diminuir o uso banal de remédios em crianças. Assim, o avanço da medicina será bom em plenitude.