A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 13/08/2021

Drogas psicotrópicas são drogas produzidas para combater qualquer tipo de transtorno mental. No entanto, o uso excessivo dessas drogas na infância pode levar à dependência de substâncias químicas por toda a vida. Sabendo disso, é necessário enfatizar o principal motivo desse problema: o preconceito contra a psicoterapia e a indústria farmacêutica em termos de lucro.

Hoje, os preconceitos sobre o papel dos psicólogos e os benefícios de seu tratamento na vida dos pacientes ainda fazem com que muitas pessoas, especialmente os jovens, tomem drogas psiquiátricas sem necessidade real. Segundo o site da Uol, essa mentalidade é causada pela separação da saúde física e mental, que subestima o valor da primeira em relação ao bem-estar da segunda. Portanto, é claro que o bom senso deve ser mudado.

Além disso, as empresas farmacêuticas estão mais preocupadas com a lucratividade, ao invés de oferecer uma melhor qualidade de vida para a maioria das pessoas. Como Marx, em um mundo capitalizado, a busca constante por riqueza transcende quaisquer valores morais e culturais de uma sociedade. Nesse caso, essas empresas têm grande interesse em vender seus produtos para menores, pois, uma vez que dependem de produtos químicos, é muito provável que seu sistema nervoso continue nesse estado por toda a vida. Portanto, a prescrição de psicofármacos para crianças deve ser evitada tanto quanto possível.

Diante disso, percebe-se a necessidade urgente de fiscalização mais rigorosa dos medicamentos infantis. Para tanto, o Ministério da Saúde deve trabalhar com a OMS para formular um acordo que esclareça os padrões que devem ser seguidos no fornecimento de medicamentos a pacientes menores de idade, por meio de consultas a pediatras de renome mundial e países que estabeleceram as regulamentações pertinentes. Os melhores sistemas de saúde, como Canadá, Noruega e Dinamarca. Só assim os futuros adultos do país terão mais oportunidades de desfrutar de uma vida melhor.