A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 13/08/2021

Na era digital, é possível observar o quanto tem crescido a discussão acerca da assistência psicológica, inversamente proporcional ao aprofundamento desse tema, que por vezes é superficial. Acarretando dificuldade de compreensão da população e sucessiva defasagem, na detecção de atrasos e doenças desse cunho. Ao passo que isso ocorre, o tratamento é banalizado e recorrem aos remédios, muito por conta da automedicação, mas também pela inacessibilidade de psicólogos/psiquiatras.

Em primeiro plano, o ensino defasado aliado à falta de profissionais educadores capacitados, provoca equívocos ao identificar os comportamentos da criança. Logo, nos casos em que é identificado, pode não ser levado a sério, seja por negligência familiar -muitas vezes acham que é “bobeira”, ou por incapacidade do profissional psicossocial que assiste aquele jovem e sua família.

Já em segundo plano, as consultas são caras na rede particular e exigem um longo tempo de espera na rede pública, tornando o processo desgastante pra maioria da população. Por conseguinte, exames aprofundados que corroborariam com diagnósticos melhores quase não acontecem, o que resulta em colocar o remédio como solução, na maioria dos casos.

Dado o exposto, o problema segue em cadeia, fator resultante de grande atraso na identificação e tratamento de déficits psicológicos na infância. Haja vista, a importância do Ministério da Saúde, ao promover campanhas que estimulem o tratamento psicológico e dê aporte financeiro para democratizar o acesso a esse recurso. Sendo assim, fomentaria esse ramo e possibilitaria amparo dedicado e humanitário.