A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 12/08/2021
A banalização da prescrição de psicofármacos na infância é um problema de saúde pública que tem sido de intenso debate entre sociólogos, médicos e pais.
A prescrição de psicofármacos para crianças passou de 1,6% em 1991 para 2,2% em 2005, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Brasil. Essa incidência é extremamente baixa se comparada a outras partes do mundo, especialmente Europa e Estados Unidos, onde esse caminho é feito com muito mais boa vontade.
No entanto, essa “tendência” não é nova no Brasil. O percentual de prescrição de psicofármacos em crianças está abaixo de 1% desde 1970. Esse baixo valor reflete a estratégia do Ministério da Saúde para garantir uma boa saúde para todas as pessoas. O objetivo principal era preservar a saúde mental; também buscou promover a integração social e a identidade cultural. Além disso, promoveu a educação e recreação para as crianças, para que desenvolvessem habilidades necessárias mais tarde na vida (como alfabetização).
Essa abordagem é conhecida como “pluralismo terapêutico”. Tem como objetivo proporcionar aos pacientes o melhor atendimento possível, seja por meio da medicina convencional, medicina alternativa ou psicoterapia.
Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove essa abordagem porque está mais preocupada com o bem-estar global do que apenas em curar sintomas ou doenças.
A banalização de drogas psicotrópicas em crianças é um problema porque representa um risco para a saúde e o bem-estar infantil. As crianças também são consideradas vulneráveis aos efeitos colaterais das drogas psicotrópicas, que podem inclusive, de acordo com a sua utilização, causar dependência.