A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 09/08/2021

De acordo com o filósofo Pracelso “a diferença entre o remédio e o veneno está na dosagem”, assim, o uso indiscriminado de remédios é um grande problema. Nesse bojo, a banalização da prescrição de psicofármacos na infância requer especial atenção. Em vista disso, cabe discutir problemáticas como a dependência que o uso desses ativos químicos pode causar, bem como a prescrição de remédios para pessoas que não precisam deles.

Primeiramente, a utilização de psicofármacos pode causar dependência. Nesse sentido, as tarjas ajudam a identificar o risco que um remédio pode oferecer, a tarja preta, muito utilizada em psicofármacos, como Venvanse e Ritalina, representa o grau mais acentuado de risco à saúde. Dessa forma, ao empregar esse tipo de remédio na juventude, a criança crescerá recebendo o auxílio e o estímulo desses compostos químicos, acostumando-se com todo esse medicamento, isso gera , depois de um tempo, dependência desses fármacos, criando uma pessoa incapaz de atuar fisicamente e cognitivamente sem o estímulos da sua droga.

Outrossim, muitos jovens tomam esses medicamentos sem sua real necessidade. É fato que, como o diagnóstico psicológico não pode ser confirmado com exames laborais, é necessário ir a um especialista. Em vista disso, a OMS afirma que muitas pessoas estão sendo medicadas sem sua real necessidade. Isso acontece, pois, a contemporaneidade impõe novas necessidades, na qual o uso das capacidades mentais ultrapassa as capacidades físicas sendo necessário passar um grande tempo concentrado em atividades escolares ou trabalhos. Dessa forma, objetivando o melhoramento neuropsicológicos, esses fármacos entram como fator propulsor para o alcance dos objetivos.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para o controle da banalização da prescrição de psicofármacos na infância. À luz dessa ótica, compete aos profissionais de saúde, -principalmente neuropsicólogos e psiquiatras- , o direcionamento dos pacientes para tratamentos menos radicais, com foco nos produtos naturais- como óleos, essências e até mesmo o consumo de frutas e chás-, com a finalidade de diminuir o uso exacerbado de remédios muito agressivos aos sistemas humano. Outrossim, cabe ao Estado- agente assegurador de direitos- informar à população sobre o uso de remédios taxa preta e suas problemáticas, por meio de propagandas e outdoors, com o fito de diminuir o nível de procura por esses fármacos.