A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 13/08/2021
Atualmente, o Brasil se encontra em uma posição preocupante quando se trata da banalização da prescrição de psicofármacos para crianças e adolecentes, sendo ele o segundo país que mais diagnostica transtornos psicológicos na faixa etária. O que torna o problema vultoso, ao falarmos da quantidade de diagnose precipitada, fazendo com que milhares de jovens levem habitualmente tratamentos errôneos ao seu tipo de problema, além de conduzir a resultados inesperados futuramente.
É incontestável que o problema da hiperatividade vem popularizando-se progressivamente , porém, cada vez mais vem sendo interpretado de forma equivocada, uma vez que, muitas crianças são diagnosticadas com o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), simplesmente por serem agitadas e inquietas. Portanto, em razão de que o transtorno não pode ser confirmado através de exames laboratoriais, muitos jovens acabam sendo detectados, equivocadamente, como hiperativos, tendo em vista que a agitação na infancia é um fator completamente comum.
Em função de prescrições inadequadas, diversas crianças e adolecentes são medicados desnecessáriamente, o que pode levar a desânimo e cansaço constantes aos medicandos, como é apresentado na série ‘‘Jane the Virgin’’, onde o personagem “Mateo’’ é receitado a tomar medicamentos contra TDAH na infância, e passa por mudanças de humor e disposição. Além disso, a ingestão constante de medicamentos, pode gerar futuramente uma possível dependência química.
Em virtude do que foi mencionado, é válido que haja uma preocupação maior, por parte do ministério da saúde, para com as prescrições de psicofármacos para o público jovem, inibindo problemas de saúde e permitindo um desenvolvimento e aprendizado satisfatórios a todos as crianças e adolescentes.