A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 08/08/2021

Medicamento na infância: aliado ou inimigo

No contexto atual, o comportamento agitado de crianças é frequentemente diagnosticado como hiperatividade e muitas vezes os médicos indicam medicamentos para o controle. Psicofármacos são remédios produzidos contra qualquer tipo de transtorno mental, no entanto, o uso excessivo dessas drogas na infância pode causar uma dependência química dos remédios. Tendo isso em vista, é necessário discutir sobre a eficácia e o uso racional de fármacos.

É relevante abordar, primeiramente, que várias pessoas, principalmente as mais jovens, consomem medicamentos indiscriminadamente, devido ao preconceito com o papel dos psicólogos, muitas vezes associados com quem cuida de “gente doida” e problemática. De acordo com a psicóloga Cristina Sousa Ferreira, em uma reportagem para o site UOL, a terapia pode ajudar a manter uma mente clara e saudável, contribuindo para uma vida feliz e adequada. Ademais, o consumo de medicamento sem necessidade pode gerar uma intoxicação, causar problemas no organismo e agravar ainda mais a situação.

Ainda convém lembrar, que não há problema em medicar crianças, desde que seja devidamente utilizada na cura de uma doença e de preferência sendo na forma líquida. De acordo com o artigo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos/MS – FTN, a prescrição de medicamentos pode ser feita de forma racional e eficaz considerando as características fisiológicas de cada criança e de seu desenvolvimento, gerando mínimos efeitos tóxicos.

Em virtude dos argumentos apresentados, é inegável a urgência de uma fiscalização mais rigorosa do Ministério de Saúde atentando para a indicação dos remédios de uso pediátrico. A Organização Mundial de Saúde em conjunto com ONGs e escolas, poderiam promover campanhas com cartilhas listando os riscos do uso excessivo de medicamentos e propondo substituições, como a psicoterapia, atividades físicas e meios de socialização. Essas ações serão de extrema importância para que as crianças tenham um futuro mais saudável e feliz.

  • Giovanna. C.D.C.Couto