A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 11/08/2021
A segunda guerra causou milhares de mortes, mas também promoveu o desenvolvimento da medicina. Naquela época, novos medicamentos foram produzidos para o tratamento de feridas e algumas doenças. De maneira análoga a isso, algumas crianças infelizmente acabam sendo medicadas pelo fato de serem consideradas muito agitadas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: como esses fármacos podem afetar essas crianças e a prescrição desses remédios para o lucro das indústrias farmacêuticas.
Em primeiro plano podemos destacar o fato de que quando utilizados em excesso os medicamentos podem causar dependência química, o que pode prejudicar muito a vida futura dessas crianças. Desse modo, de acordo com a Anvisa no período de dez anos a prescrição e venda do metilfenidato, mais conhecido como Ritalina, aumentou cerca de 775% no Brasil. Dessa forma é possível ver que a quantidade em que receitam este medicamento não é um número aceitável, pois muitas dessas prescrições foram por motivos em vão.
Além disso, é notório que as indústrias farmacêuticas só se preocupam com o lucro que será proporcionado para a empresa. Consoante a isso, como diria Karl Marx, “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”. Sendo assim, podemos ver que as empresas não ligam em proporcionar mais qualidade de vida para os pacientes, mas sim em vender os seus produtos, independente se fizer bem ou não para as pessoas.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar a prescrição dos psicofármacos. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, criar princípios em que os profissionais de saúde terão de seguir antes de receitarem os remédios para os pacientes, por meio de protocolos, anúncios e propagandas, a fim de que as indicações de medicamentos desnecessários para crianças acabem. Somente assim, a utilização dos fármacos seria usada de forma necessária como na segunda guerra.