A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 12/08/2021
Decretada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos direito ao acesso de medicamentos. Conquanto, é evidente a banalização dos psicofármacos - remédios produzidos no combate aos transtornos mentais - quando destinado às crianças. É evidente a dependência química causada por esses fármacos seguidamente do lucro exacerbado obtidos pelas farmácias.
É fato que o uso excessivo de substâncias tem como consequência o vício. Segundo o médico Bogochvol, esse costume está relacionado a um processo de biologização, que transforma qualquer mal-estar existencial em doença, isto é, problemas que possuem meios alternativos de cura que são trocadas por drogas, pela rapidez de resultados e facilidade em obtenção. Por conseguinte, aumenta drásticamente o número de crianças dependentes químicas.
Em seguida, é evidente o interesse de empresas farmacêuticas em vender medicações a menores de idade, por atualmente ser considerada uma prática comum, de maneira que após o uso existe uma grande possibiladade dos remédios se tornarem rotina. José saramago, autor português, relatou em seu livro “Ensaio sobre a cegueira” que a sociedade não dá importância sobre assuntos que não julga como essenciais. Em relação ao lucro farmacêutico esse impasse pode ser observado cotidianamente com a indicação única de alguns laboratórios para ingestão de medicamentos. Logo, a prescrição de compostos químicos psicoativos devem ser evitados, ao máximo, para crianças.
Portanto, é notória a urgência da fiscalização rigorosa dos psicofármacos destinados ao público infantil. Do mesmo modo, é indispensável que o Ministério da Saúde, juntamente com a OMS, crie normas que deixe claro os critérios a serem seguidos ao receitar medicamentos a menores de idade, por meio de consultas com profissionais de saúde reconhecidos pelo governo. Apenas assim, os infantes terão melhor chances de desfrutar uma melhor qualidade de vida.