A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 12/08/2021
Na série The Healing Powers of Dude da Netflix, é retratada a história de Noah, um garoto diagnosticado com ansiedade que faz um tratamento com a ajuda de um cão de apoio emocional. Nesse sentido, a narrativa revela que os problemas psicológicos na infância podem ser tratados de outras formas, que não são o uso de psicofármacos. Fora das telas, é fato que a realidade apresentada na série pode ser relacionada àquela do século XXI: o quão prejudicial pode ser o abuso de remédios para as crianças e a diversidade em tratamentos menos invasivos para os transtornos mentais.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o uso excessivo de remédios para uma criança nunca é bom, podendo fazer com que a mesma desencadeie uma dependência química ou ate mesmo perca o brilho da infância por causa das medicações. Segundo Gandhi, “o futuro depende do que fazemos no presente”. Assim, a normalização dos psicofármacos deve acabar o quanto antes, evitando problemas posteriores à saúde das crianças.
Ademais, a idéia de tratamentos menos agressivos para os problemas mentais deveria ser um assunto mais discutido nos dias de hoje. De acordo com um artigo feito pela UERJ em 2017, o uso da terapia assistida por animais (TAA) tem um efeito positivo nos jovens. Paralelamente trazendo novas opções de intervenção que não façam mal as crianças.
Portanto, é preciso que o Governo tome providências para amenizar o quadro atual. Para diminuir a banalização de psicofármacos na infância, urge que o Estado realize, por meio de investimentos estatais, campanhas que divulguem as conseqüências do abuso de medicações nas crianças. Somente assim, será possível resolver esses prejuízos que os remédios trazem para a saúde dos jovens Brasileiros, evitando problemas maiores futuramente.