A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 08/08/2021
Psicofármacos na infância
A fim de acalmar e tranquilizar as crianças que apresentam um comportamento mais agitado do que o esperado, muitas vezes elas tendem a receber prescrições de remédios e tranquilizantes, mais conhecidos como psicofármacos. Assim, mostra-se relevante pensar na banalização da prescrição de psicofármacos na infância, uma vez que o vício e o lucro das empresas configuram os maiores tópicos deste cenário.
Segundo pesquisas, a compra de remédios psicofármacos aumentou cerca de 22% no Brasil durante os anos de 2009 a 2012. Além disso, as empresas farmacêuticas estão mais preocupadas em obter lucro do que fornecer mais qualidade de vida. Nesse contexto, observa-se um forte interesse desses órgãos em vender seus produtos para menores de idade. Logo, a prescrição desses medicamentos para crianças deve ser, ao máximo, evitada.
Ademais, a falta de fiscalização dessas prescrições pode acarretar ao vício e dependência como mostra na série “O Gambito da Rainha”, que se passa no final dos anos de 1960 nos Estados Unidos, onde é retratada a vida de uma garota que é vítima de um acidente de carro, e, devido a isso, se torna órfã. Ao longo da obra é evidenciado o uso de psicofármacos em orfanatos naquela época, que tinham o propósito de pacificar as crianças. Fora que a personagem principal adquiriu o vício desses remédios, não só na infância, como em sua vida adulta.
Portanto, com o intuito de que as crianças usufruam de uma boa saúde mental e física no futuro, sem o excesso de remédios, é preciso que o Ministério da Saúde elabore um regulamento que deixe claro quais orientações os especialistas de saúde devem seguir antes de prescrever uma receita para pacientes menores de idade e se certificar que elas precisam dessas substâncias, ora de o Estado ter que aumentar a fiscalização dessas prescrições e das empresas farmacêuticas.