A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 13/07/2021

É possível ver uma clara evolução do tratamento de transtornos mentais, desde métodos rústicos como a lobotomia, quanto a criação de medicamentos, como o primeiro antidepressivo criado em 1956. Assim, com esse tema se tornando cada vez mais importante na sociedade, é importante ceder um cuidado especial quando se insere essa problemática dentro do cenário infantil, e isso se deve à dois motivos: ao risco no desenvolvimento da criança e à possível contração de vícios.

Em primeiro plano, segundo pesquisas da Universidade de São Paulo, o nascimento de muitas das sinapses nervosas de um indivíduo ocorre durante a fase primeira infância. Dessa forma, a utilização de psicofármacos em uma população mais jovem, não só pode muitas vezes agravar os transtornos mentais, como também corroborar para o surgimento destes em pessoas saudáveis, uma vez que não há como haver uma confirmação laboratorial dessas enfermidades.

Além disso, uma grande gama de remédios acaba por causar vícios, e, segundo a Organização Mundial da Saúde, a chance da obtenção de dependência química aumenta e muito tanto na primeira infância quanto na adolescência, períodos os quais os corpos humanos estão em um intenso processo de desenvolvimento, tanto físico, quanto psicológico. Dessa maneira, torna nítido que o uso desses medicamentos é perigosamente desnecessário, a menos que sejam a única alternativa de tratamento.

Portanto, visto os fatos apresentados, o governo federal, juntamente com o Ministério da Saúde, deve diminuir a utilização de psicofármacos na infância, por meio da criação de novas normas que proíbam a utilização destes a menos que profissionais da área da saúde, como psicólogos ou psiquiatras, vejam como indispensáveis no tratamento de determinados indivíduos. Desse modo, será possível alcançar o objetivo de mitigar os prejuízos causados pelo uso desenfreado desses medicamentos na população infanto-juvenil.