A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 12/01/2021

O Programa Nacional de Alimentação Escolar, criado em 1955, tem como objetivo, oferecer alimento e educação alimentar nas redes públicas de ensino. Porém, na prática, o Brasil não está cumprindo com o propósito, devido aos profissionais despreparados que qualificam a fome nas escolas. Dessa forma, é relevante destacar dois obstáculos existentes: a incompetência dos fornecedores de comida e a má fiscalização dos órgãos encarregados.

Primeiramente, é importante ressaltar a qualidade da refeição menor que a exigida pelo programa, fazendo os provedores lucrarem mais financeiramente. Segundo a Polícia Federal, em 2018, foi descoberto que alunos de 30 municípios paulistas recebiam merenda de condição inferior, devido ao cartel de empresas que atuava no desvio de dinheiro. Indubitavelmente, é uma realidade em todo o país, todavia, ainda não foram investigados. Desse modo, é inadmissível que, na atualidade, maiores medidas não sejam tomadas para amenizar a problemática.

Além disso, é importante analisar a péssima operação governamental, que permite a desqualificação dos alimentos direcionados aos estudantes. Segundo o jornal, “O Globo”, 60% dos discentes da rede pública, estão insatisfeitos com a merenda escolar. Evidentemente, isso ocorre pela falta de competência e interesse dos políticos. Sendo assim, é notória a necessidade de posicionamento das autoridades.

Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, financiar a fiscalização árdua, dificultando a ação das empresas corruptas e regularizando a distribuição de alimentos entre as escolas, para que, desde cedo, todos estejam saudáveis. Espera-se que, com isso, os principais problemas sejam amenizados.