A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 12/01/2021
A desnutrição infantil é, ainda, um dos maiores desafios a ser enfrentado no Brasil. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, à ausência, na rede pública brasileira, de uma alimentação capaz de suprir as demandas nutricionais das crianças e adolescentes, gera consequências graves como à perpetuação da fome.
A priori, cabe pontuar que a falta de uma alimentação, nas escolas brasileiras, eficiente e que forneça os nutrientes essenciais em uma dieta balanceada é um dos motivos para a nutrição precária de jovens em idade escolar. Isso ocorre, principalmente, devido aos desvios dos recursos públicos destinados à merenda escolar. Exemplo disso é o escândalo de corrupção que ocorreu no Estado de São Paulo, na administração do então governador Geraldo Alckmin, em que verbas públicas em vez de serem enviadas para a obtenção da alimentação escolar eram destinadas a um esquema de corrupção. Devido a isso, o sistema escolar, não recebendo recursos suficientes, fica incapaz de fornecer uma alimentação adequada aos seus alunos.
Em decorrência disso, a fome tem sido perpetuada na sociedade brasileira. Visto que, muitos jovens carentes têm a escola como principal fonte de alimento. Nesse contexto, segundo apontamento do IBGE, em média 15 pessoas morrem por dia de fome no Brasil, fato que corrobora para a necessidade da continuidade de fornecimento de refeições nas escolas. Assim, se esse importante agente de fornecimento alimentar não atuar de forma que mantenha um padrão de alimentação para seus dependentes, a fome tende a se expandir e gerar consequências mais graves como a morte de cidadãos.
Medidas, portanto, tornam-se necessárias para que as escolas da rede pública sejam capazes de fornecer uma alimentação eficiente para os alunos. Nesse sentido, o Governo Federal, com auxílio do Ministério da Educação e da Justiça, deve promover políticas públicas de combate à corrupção. Para isso, é necessário a criação de um sistema de rastreio das verbas públicas destinadas à merenda, por meio da fiscalização de todas as escolas, com a aplicação de fiscais para mapear e observar se os recursos públicos estão sendo destinados a seus objetivos. Destarte, a fome, progressivamente, deixará de ser uma realidade na sociedade brasileira e as instituições escolares passarão a ser um grande agente de combate a nutrição precária.