A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 07/01/2021
Na obra “Utopia”, do filósofo Thomas More, é retratada uma soceidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que o cenário da alimentação na rede pública de ensino tonifica um agravante social, o qual dificulta a concretização dos planos de More. Ao analisar as razões para a ocorrência de tamanha adversidade, vê-se a negligência estatal e aos péssimos hábitos alimentares dos cidadãos. Desse modo, é substancial evidenciar as causas e de propor as soluções adequadas à atual conjuntura.
É indubitável pontuar, inicialmente, a inobservância governamental quanto a essa problemática na sociedade. Dessa maneira, é fundamental destacar a premissa do filósofo Thomas Hobbes “É dever do Estado manter o bem-estar de toda nação. Sob esse prisma, é perceptível que tal dever não tem se reverberado na prática, tendo em vista que a destribuição de alimentos nas instituições escolares, em especial na rede pública, têm sido ineficientes. Tal fato comprova-se com os dados da pesquisa PENSE (Pesquisa Nacional de Saúde e Escolar), em 2020, que aponta aproxidamente 21% das escolas públicas brasileiras não dispõe todos os dias a merenda escolar para todos os alunos. Logo, evidencia-se que o Estado demonstra-se negligente, no que tange em garantir “o bem-estar social” dos indíviduos, conforme afirma Hobbes. Destarte, urge a tomada de medidas para mitigar esse impasse.
Sob um segundo olhar, é imprescindível ressaltar os péssimos hábitos alimentares dos indivíduos como impulsionador desse quadro. Nessa perspectiva, de acordo com o Guia Alimentar para a População brasileira, do Ministério da Saúde, aproximadamente 41,6% dos indivíduos nas faixas etárias de 7 aos 14 anos consomem guloseimas, como doces, balas, bombons e hambúgueres quase todos os dias, o que acarreta problemas nocivos à saúde humana, tais como obesidade, diabetes e hipertensão. Dessa forma, urge uma atuação mais engajada do Estado, a fim atenuar tal patologia social.
Depreende-se, portanto, medidas exequíveis para conter o avanço de tal problemática na sociedade. Para tal, o Ministério da Educação deve elaborar um plano eficaz de destribuição dos alimentos para que seja possível atender toda a demanda. Essa ação poderá ser efetivada por meio da realização de uma pesquisa quantitativa do número de estudantes que frequentam a referida instituição, com o fito de garantir o acesso a merenda escolar para todos durante todo o ano letivo. Ademais, a contratação de profisssionais de saúde, como Nutricionistas é fundamental, pois essa medida poderá garantir a educação alimentar desde cedo, e bem como a supervisão no preparo dos alimentos, com o intuito de proporcionar uma alimentação de qualidade. Assim, será possível ter uma socidade como em “Utopia”.