A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 05/01/2021
As obras realistas criadas pelo escritor e cronista Machado de Assis revela, por meio de críticas à sociedade, o comportamento egoísta e superficial que caracteriza a nação. Fora da ficção, tais obras realistas fazem consonância com a realidade no Brasil contemporâneo, haja vista os desafios enfretados no repasse de verbas para a alimentação da rede pública de ensino. Desse modo, tanto a impotância do acompanhamento nutricional para todos os alunos, quanto as adversidades para a promoção de alimentação adequada e saudável no ambiente escolar são assuntos pertinentes na atualidade brasileira.
Em primeira análise, vale pontuar que é essencial a alimentação de qualidade para o desenvolvimento humano, bem como a influência da escola no ensinamento de hábitos saudáveis. Ademais, segundo o Ministério da Saúde o prato do brasileiro não caracteriza dinamismo de cores. Dessa forma, nota-se que é imprescindível a participação de nutricionistas para o acompanhamento dos alunos, educando para a melhor nutrição desde a infância até fase adulta, da mesma forma que faz-se necessário que o Estado garanta a atividade desses profissionais.
Em segunda análise, a lei 11.947 reforça os programas já existentes para o repasse dos recursos para a alimentação nas escolas. Entretanto, há uma distância significativa entre a provisão legal e a realidade, pois consoante o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), a verba disponível, por dia, para cada criança é quase duas vezes menor que a necessária. Logo, é essencial que a alimentação prevista por lei seja aplicada corretamente para as instituições de ensino, objetivando a melhor qualidade para os discentes.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao governo, junto ao Ministério da Saúde, ampliar e direcionar vagas para os profissionais formados, por meio de contratações e processos seletivos, a fim de suprir a carência ainda presente no acompanhamento alimentar e promover hábitos saudáveis. Além disso, covém ao governo, junto aos órgãos governamentais, fiscalizar e aumentar a verba destinada à merenda escolar, mediante equipes que supervisionem o dinheiro inserido e a comida atruibuída às escolas, com o fito de reduzir os desvios de verba e a escassez de comida nas instituições de ensino, assim findar o egoísmo uma vez criticado pelo realista Machado de Assis.