A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 17/12/2020

Segundo as ideias proferidas pelo cantor brasileiro Lulu Santos, na canção “Tempos Modernos”, idealiza uma sociedade igualitária, mais justa e coesa, sem muros de hipocrisia, em que o Estado garanta o bem-estar da população. Entretanto, esse desejo apresenta desafios como a alimentação na rede pública de ensino que é precária. Diante disso, tem como principal desafio as associações responsáveis ​​por distribuir os alimentos que roubam dinheiro público que iriam para merenda escolar, e os governantes que não promovem a devida fiscalização para que não haja corrupção.

É fundamental pontuar, de início, como causas que levam a persistência desse imbróglio como foco na inércia estatal no que tange na fiscalização da verba destinada para a compra de alimentos escolares. Nesse contexto, a refeição nas redes públicas de ensino é, muitas vezes, a única comida dos alunos, por isso é muito importante que os alimentos fornecidos supram a fome para que consigam se concentrar no ensino. Sob esse viés, Aristóteles, célebre filósofo da Grécia antiga, disse, em seu livro “Ético a Nicômaco” que o objetivo da existência da política é para garantir o bem-estar dos cidadãos. Contudo, o Estado brasileiro atual contraria a ideia do filósofo, à medida que, não providência a fiscalização necessária para que os estudantes tenham o que merendar na escola. Desse modo, há escassez de alimentos, além da péssima qualidade dos produtos e sem prazo de validade, com isso a nutrição dos alunos é prejudicada.

Outrossim, é imprescindível destacar o “Liquidismo Baumoniano” visivelmente presente na atual conjuntura do país. Nessa perspectiva, para o filósofo polonês Zigmunt Bauman, vive-se em uma sociedade individualista em que se prioriza o próprio interesse e não se preocupa com os problemas alheios. Sendo assim, os mártires desse flagelo social são os alunos da escola pública que dependente da merenda escolar para comer no dia, mas que oferecem péssimos alimentos por que as associações pensam mais no interesse privado e em gerar lucros roubando a verba dos alimentos do que na saúde dos estudantes. Isso prova o descaso social e a falta de empatia humana das pessoas que usufruem do dinheiro desviado, não garantindo a quantidade e qualidade dos alimentos distribuídos nos colégios públicos, com isso os  estudante passam fome e não conseguem concentrar-se no aprendizado.

Urge, portanto, a necessidade que o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, investigue o desvio da verba que seria destinada para as redes de ensino públicas, contabilizando o preço dos alimentos e o dinheiro gasto com cada produto. A fim de diminuir a corrupção e o dinheiro seja para a melhoria na qualidade dos alimentos, para nutrir os estudantes, propiciando o aprendizado e a saúde deles.