A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 05/12/2020
O ambiente escolar cumpre diversas funções que vão além da pedagógica, nele existe uma responsabilidade social na vida dos seus alunos, tendo a questão alimentícia como direito fundamental para o desenvolvimento da saúde física e mental. No entanto, muitas vezes, esse direito é negligenciado pela rede pública de ensino. Nesse contexto, deve-se analisar como a criação de hábitos saudáveis e a vulnerabilidade socioeconômica influenciam na questão.
Em primeira análise, é importante destacar que a alimentação na rede pública de ensino é responsável pelo desenvolvimento de hábitos saudáveis nos indivíduos. Isso acontece porque, sendo a escola o ambiente em que a criança e adolescente passa boa parte de seu dia, durante muitos anos de sua vida, ela terá um papel imprescindível no incentivo à praticas alimentícias corretas. Sob esse viés, a frase “você é o que você come” assume uma verdade inquestionável sobre a nutrição, principalmente atualmente, em que segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de crianças obesas no planeta poderá chegar a 75 milhões, até o ano de 2025.
Além disso, a alimentação da rede pública cumpre um papel social na vida de muitos indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Assim, é evidente que em um país marcado pela desigualdade e que tem a fome como um dos maiores entraves, acometendo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 10 milhões de brasileiros, é notório que a comida escolar seja uma das poucas refeições diárias que uma criança pobre faria. Por consequência disso, o que é ofertado na rede pública possibilita maior segurança alimentar e supre parcialmente algumas necessidades nutricionais diárias que uma criança e adolescente teriam.
Portanto, medidas devem ser tomadas para garantir a alimentação na rede pública da melhor forma possível. Em razão disso, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Educação, destinar maiores verbas para o a merenda escolar, a fim de torna-la mais completa, com a implementação de comidas mais saudáveis, como frutas, verduras e proteínas. Ademais, as escolas devem, por meio da criação de palestras e conversas, estimular os seus alunos a praticarem hábitos saudáveis – comer bem, ingerir menos gorduras e açucares -, com o objetivo de evitar a obesidade. Só assim, as escolas estarão cumprindo com sua responsabilidade social e nutricional.