A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 01/12/2020
O personagem Dom Quixote, do livro ¨Dom Quixote de La Mancha¨, enfrenta inúmeras batalhas durante sua vida. Não obstante ao cenário literário citado anteriormente, muitas crianças e adolescentes também passam por muitas dificuldades em encontrar alimento em casa, buscando na rede pública de ensino, uma forma de se alimentar, porém, esse meio de se alimentar ainda possui adversidades. Dessa forma, é necessário analisar estas problemáticas, como: falta de alimentação saudável e curto período de tempo presente nas escolas, como forma de combater esses empecilhos.
Em primeiro plano, é notório que a população necessita de uma alimentação saudável para o crescimento com saúde. A Carta Magna de 1988, garante a todos os cidadãos direitos que mantenham a igualdade social. Apesar disso, ainda são muitas as pessoas que sofrem com a falta de alimentos em casa, levando a busca por eles na escola. Desse jeito, o ambiente estudantil se torna grande responsável por uma alimentação saudável para o desenvolvimento correto desse indivíduo, visto que a maior parte do alimento consumido por ele se encontra na escola e sem um cardápio adequado nesse local o indivíduo pode acabar possuindo problemas futuros, como diabetes e hipertensão, provenientes da má alimentação. Assim sendo, é preciso investir na qualidade alimentar nos colégios, para garantir a saúde dos alunos.
Em segundo plano, é visível a pequena porcentagem de tempo que alunos costumam passar nas escolas públicas. Segundo a fundação Abrinq, em 2019, 47,9% das crianças viviam na pobreza. Sendo assim, grande parte dessas pessoas recorrem a escola á procura de comida, sendo no ambiente escolar o único lugar para se alimentar. Porém, os alunos passam cerca de 6 horas diárias nas escola, ficando 18 horas sem alimentação. Então, é necessário manter de forma definitiva o fornecimento alimentício gratuito, iniciado pelo governo no período de pandemia, as famílias de alunos que necessitam deste alimento, para garantir a alimentação integral dos mesmos.
Infere-se, portanto, que é de suma importância valorizar a alimentação escolar. Logo, com o fito de melhorar a qualidade alimentar nas escolas, é necessário que a Prefeitura Municipal, como responsável pelo oferecimento de alimentos em rede pública, por meio da ajuda de nutricionistas, invista na compra de alimentos saudáveis e que supram as necessidades alimentares dos jovens, para que diminuam os riscos de problemas devido a má alimentação. Outrossim, é preciso que o governo continue investindo na distribuição de alimentos gratuitos a família dos alunos comprovadamente necessitados, para reduzir a fome infantil. Sendo Assim, é possível reduzir o número de batalhas enfrentadas pelos alunos.