A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 11/01/2021

Platão, filósofo grego, afirmou, por meio do Mito da Caverna, que o conhecimento na Terra são sombras e defendeu a investigação filosófica na busca e apreensão da realidade. No século XXI, alguns temas ai da reforçam essa ideia. A reflexão em torno da alimentação na rede pública de ensino é imprescindível. Sobre esse aspecto, convém analisar os impactos de sua falta e como a desigualdade intensifica diretamente do tema.

Em primeira análise, é evidente que a disponibilização de alimentos gratuitamente em escolas é necessárias. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 garante o acesso à comida, porém, na prática, isso não é observado, já que, o desvio de verbas está presente nas academias. Dessa maneira, estudantes em vulnerabilidade socioeconômica são penalizados de maneira cruel, com muitos tendo como única fonte alimentar a refeição acadêmica. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o homem é o pior inimigo de outro. Assim, o roubo do dinheiro ocasiona subnutrição, dificuldade de aprendizagem, fraqueza e inclusive a morte, no entanto, o crime é praticado.

Em segunda análise, a desigualdade social é o principal agravante do tema. Desse modo, uma obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, expôs o problema por meio de uma família do sertão que precisa se mudar para sobreviver sem ter onde morar ou comer. Nesse contexto, fora da literatura, o cenário e real com diversos núcleos familiares em situações análogas. Além disso, a falta de empatia na contemporaneidade contribui com a perpetuação desse contexto, sendo discutida no livro “Amor Líquido” de Bauman. Com isso, nota-se a inexistência de projetos escolares que solidifique as relações têm contribuído com o descaso à vida alheia.

Logo, é inadmissível que a alimentação pública seja prejudicada. Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional, aliado ao Ministério da Educação, a criação de um projeto estrutural e educacional, no qual se investirá em infraestrutura, disponibilizando vagas de emprego por subsídio e isenções fiscais em regiões pouco desenvolvidas. Somando-se a isso, bolsas de benefício financeiro serão oferecidas aos vulneráveis ​​e a verba destinada a fiscalização será ampliada ,em consonância ao trabalho dos educadores em promover relações humanas, que evitará os novos políticos a cometerem esse erro no futuro.Dessa maneira , o problema será resolvido na raiz e a reflexão proposta por Platão atingirá seu objetivo.