A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos
Enviada em 08/03/2023
A “Semana da Arte Moderna de 22” foi um marco histórico, pois além de romper com os padrões artísticos vigentes até então, retificou a arte como uma forma de resistência e protesto. Hodiernamente, confere-se que ela é utilizada como ferramenta para socialização e promoção dos direitos humanos. Nesse viés, faz-se necessário discussões acerca da sua potencialidade educativa e da sua resitência frente às censuras.
Primeiramente, destaca-se, de acordo com Aristóteles, filósofo, a importância da arte e da cultura para o desenvolvimento da plenitude humana e diferenciação dos homens para com os animais. Nesse prima, tem-se essas manifestações como instrumentos propulsores da criatividade e sociabilização na base educacional, ao passo que ela incentiva as diferentes formas de expressão e de diálogo com a sociedade permeante. Desse modo, toma-se que as ações artísticas promovem conhecimentos às pessoas no âmbito social.
Outrossim, observa-se o caráter positivo da arte, em momentos hostis, para a manutenção dos direitos coletivos e individuais. Analogamente, analisa-se períodos de autoritarismos, como a Ditadura Militar no Brasil. Nesse conjuntura, as obras tornaram-se uma frente de resistência contra os abusos do governo, ao relatar e se opor, de formas expressivas, as torturas e censuras acometidas, como foi o caso do cantor Chico Buarque, que foi exilado do Brasil por confrontar o regime anti-democrático. Dessa forma, conclui-se que os feitos artísticos se inserem na sociedade como aparato de busca pela liberdade fundamental.
Por fim, em vista dos fatos supracitado, medidas devem ser tomadas para formentar a produção artística. Logo, cabem aos Estados criarem campanhas televisivas sobre lazer e cultura, que relatem a importância da arte no desenvolvimento pessoal de cada ser, com o intuito de formar cidadãos mais conscientes do seu papel na sociedade. Assim, poder-se-ia desenvolver a plenitude almejada por Aristóteles.