A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos
Enviada em 06/03/2023
Desde os primódios o homem expressa seus sentimentos através de pinturas, peças teatrais, músicas, textos e afins. No Brasil, os primeiros registros de arte fo-ram figuras rupestres presentes no sítio arqueológico da Serra da Capivara, que mostram o dia a dia dos hominídeos . Nesse sentido, podemos inferir que a arte sempre esteve presente mostrando como se organiza a sociedade em um deter-minado período e contexto na qual a obra se insere. Desta forma, através da arte pode-se identificar problemas sociais vigentes e procurar meios para solucioná-los.
A arte é capaz de sensibilizar o interlocutor, sendo assim, os autores se utilizam desta facilidade para criticar e apontar os problemas sociais vigentes. Verifica-se que isto sempre ocorreu ao lango do tempo, desde a Grécia antiga bem como, na Inglaterra dos tempos Vitorianos, onde Shakespeare escrevia peças que se torna-ram atemporais que emocionam até os dias atuais. Ainda nessa perpectiva, no Bra-sil, os autores apropriaram-se desta característica catártica para criticar toda uma sociedade e seus conceitos pré-estabelecidos. A exemplo, podemos citar a obra “O Cortiço” , de Aluísio Azevedo, onde o autor critica duramente as condições de mo-radia, assim como denuncia preconceitos raciais e a exploração do homem em um contexto onde esses problemas sociais eram pouco priorizados pelos governantes.
Tal qual Aluísio Azevedo critica a sociedade, Carolina Maria de Jesus, em seus di-ários narrava seu cotidiano na favela retratanto a miséria, a fome, a violência e a marginalização em um contexto contrastante entre modernização econômica do país e a reprodução massiva da desigualdade social. Como ainda, Pablo Picasso o fez com o quadro “Guernica " pintado logo após o massacre ocorrido durante a guerra civil espanhola.
Resumidamente, a arte em suas variadas faces vem sendo instrumento de luta social e é de suma importância que a sociedade saiba valorizar e reconhecer suas críticas. Para que isso se concretize, o Ministério de Educação poderia apurar o sen-so crítico da população, implementando a arte nos currículos escolares com profes-sores capacitados que analisem obras com olhar crítico. Formando assim, cidadãos conscientes e capazes de reconhecer a importância da arte na luta pelos direitos sociais dos indivíduos.