A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 28/02/2023

Descaso governamental e ritmo de vida acelerado. Esses exemplos ilustram os moltivos pelos quais há uma nítida desvalorização da arte no que tange seu papel socializador e promotor dos diretos humanos. Logo, é imprescindível a retificação dessas mazelas para a concretude da plana harmonia social.

É válido destacar, a princípio, que o descaso governamental representa um grande obstáculo que impede a efetiva valorização da arte nas esferas sociais. Nesse contexto, de acordo com o jornalista Gilberto Dimestein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que a arte não tem a devida importância e isso vai ao encontro do cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que o governo não oferece subsídios para que mais pessoas conheçam os trabalhos das ONGs, por exemplo, “Autonomia”, a qual promove a produção e divulgação de artistas emergentes, mas poucas pessoas conhecem, dificultando a ascenção social de carentes e o trabalho da ONG.

Somado a isso, conforme descrito pela jornalista Eliane Brum, no texto “Exaustos, correndo e dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo: “24 horas por dia”. Por conta disso, verifica-se que muitas pessoas, por estarem nesse ritmo de vida acelerado, não dão importância à ação da arte na socialização e na promoção à cidadania, já que alegam falta de tempo para ir a um teatro, sarau, cinema. Tal problema faz com que o abismo social, as desigualdades, a pobreza sejam perpetuadas no Brasil.

Portanto, cabe ao governo instituir parcerias público-privadas, oferecendo insenção de impostos para grandes empresas como Uber e Mc Donalds. Tal ação se dará por meio de campanhas informativas- promovidas por essas empresas- sobre a importância das ações artísticas na socialização e na promoção dos direitos humanos, o que tem o intuito de incentivar mais pessoas à prática cidadã e, futuramente, diminuirá o abismo social, concretizando o elucidado na Constituição.