A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 23/02/2023

No mundo distópico da obra literária Fahrenheit 451, os bombeiros são ordenados a incinerar todos os livros existentes, o que resulta em uma sociedade carente de liberdade artística, gerando cidadãos alienados. Nesse viés, a arte como medida de socialização e de promoção dos direitos humanos é imprescindível, entretanto, a negligência na educação e a falta de incentivo relacionados à arte são problemas a serem enfrentados.

Em primeiro lugar, a negligência do sistema educacional relacionada ao meio artístico, influencia na perspectiva do indivíduo sobre si e sobre o mundo. Sob o mesmo ponto de vista, no filme “A sociedade dos poetas mortos”, é retratado o momento em que sistema de ensino tradicional é convertido em um sistema educacional que prioriza a liberdade artística, o que muda a perspectiva de vida dos alunos. Desse modo, a inclusão da arte na educação proporciona a socialização entre os alunos e o meio em que vivem.

Em segundo lugar, a falta de incentivo do meio social e familiar resulta em desinteresse pelo artístico. De acordo com o livro “O pequeno príncipe”, o protagonista é inclinado para as artes em sua infância mas, por influência do seu meio social, segue por um caminho mais valorizado aos olhos das pessoas ao seu redor, perdendo o interesse e a sensibilidade pelas artes. Sendo assim, se faz necessária a disseminação da relevância da liberdade artística para o desenvolvimento dos cidadãos.

Portanto, a ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos é um tema relevante que requer soluções. Logo, o Ministério da Educação, órgão do Poder Executivo, deve proporcionar as ferramentas necessárias para o desenvolvimento crítico dos indivíduos, por meio da educação acerca das artes nas escolas e universidades, a fim de garantir a liberdade artística, a socialização e a promoção dos direitos humanos.